31/01/2008

Que processo louco esse em que as pessoas, por influências diversas, de forma espontânea ou relacionada a uma ação, com ou sem fins lucrativos, reproduzem coreografias de filmes ou de quadros humoristicos numa velocidade impressionante. A força de um vírus, muito bem utilizado pelo marketing, cada vez mais mexe com nossas necessidades, queremos aparecer para o mundo de alguma forma, e com certeza a internet fornece todas as ferramentas para isso. Quermos ser protagonistas da história, deixar registrado nossos feitos, queremos ser reconhecidos, talvez seja uma sede de pertencimento.
É preciso pertencer!! Estamos desde que nascemos procurando sermos aceitos, copiamos desde crianças atitudes, gestos, caretas, valores... Enfim, criamos linguagens para nos comunicarmos. Somos carentes de aceitação, somos seres essencialmente grupais, precisamos do outro, inclusive para saber que existimos. Estamos intrinsicamente ligados às pessoas, por afinidades, modelos de identificação, interesse, seja o que for. O grupo vem antes do individuo, simplesmente porque mesmo antes do nascimento, ja pertencemos a uma familia que constrói o espaço que vamos ocupar, ja fazemos parte da familia! Mesmo assim, ainda passaremos o resto da nossa vida tendo que avaliar o quanto pertencemos ou gostariamos de pertencer a determinados grupos.

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